quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fósseis de animais encontrados no Brasil:

Fósseis de jacaré que viveu há Oito milhões de anos são achados no Acre:

   Fragmentos das mandíbulas de jacarés de médio porte que teriam vivido há 8 milhões de anos na   Amazônia foram identificados por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC). Os fósseis haviam sido descobertos em 1999 no município de Senador Guiomard, às margens do Rio Acre, mas até então estavam guardados no Laboratório de Paleontologia da universidade. Segundo o doutor em paleontologia e especialista em jacarés fósseis Jonas Pereira de Souza Filho, que também é professor associado da UFAC, é comum os laboratórios deterem material de campo que não é aberto nem estudado de imediato. Uma análise mais detalhada desse animal, que tinha cerca de 2 metros, está sendo feita. O réptil assemelha-se ao atual jacaretinga (Caiman crocodilus), que habita a região, mas a diferença é que aquele tinha um focinho mais alongado.
   O nome oficial da nova espécie ainda está em discussão, mas deve homenagear a Amazônia. Os pesquisadores preparam agora um artigo científico sobre a descoberta, que deve ser apresentado em setembro durante um encontro na Argentina sobre paleontologia de vertebrados. O passo seguinte será publicar o achado em uma revista científica.

   Em 1986, foi localizada no Acre a peça mais completa do jacaré gigante Purussaurus brasiliensis, um dos maiores predadores que já viveu na Amazônia. Além disso, o estado é uma importante fonte de informações pré-históricas: nele já foram identificados quase 300 geoglifos, desenhos no solo que podem ter sido feitos por civilizações antigas.


Achado no Brasil fóssil de 238 mil anos:

   Pesquisadores encontraram no Rio Grande do Sul um fóssil quase completo de superpredador que viveu há 238 milhões de anos.
   O tecodonte prestosuchus chiniquensis possuía aproximadamente sete metros de comprimento, pesava 900 quilos e pertence ao grupo considerado ancestral dos dinossauros e aves.
   A descoberta é importante, pois se trata do maior e mais bem conservado esqueleto já encontrado. Com o fóssil recuperado no município de Dona Francisca, a cerca de 260 quilômetros de Porto Alegre, será possível confirmar se diversas outras partes já achadas pertencem a indivíduos desta espécie.
   Sérgio Cabreira, da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) Canoas, e Lúcio Roberto da Silva, da ULBRA Cachoeira, encontraram o fóssil há cerca de um mês, graças às chuvas que expuseram parte do material.

Crânio de animal pré-histórico “russo” é encontrado no Brasil:

   O crânio de um ancestral dos mamíferos só encontrados antes em terras russas e africanas foi descoberto em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, anunciaram cientistas brasileiros nesta segunda-feira (16). O fóssil é o primeiro descoberto na região de um carnívoro terrestre que teria vivido na América do Sul durante a Era Paleozoica – entre 540 milhões e 250 milhões de anos atrás.


   Os chamados "terápsidos" viveram há 260 milhões de anos e se alimentavam de pequenos herbívoros.
O crânio completo encontrado tem aproximadamente 32 centímetros de comprimento e foi visto pela primeira vez em dezembro de 2008 na região dos pampas, dentro de uma fazenda. Depois de três anos de análises, os cientistas conseguiram identificar a espécie do animal e a anunciaram nesta segunda.
Para os pesquisadores responsáveis pela descoberta, as comparações com os “parentes” russos e africanos permitem estimar que o carnívoro brasileiro tivesse 3 metros de extensão, pesando mais do que um leão.


Encontrado no Sul de Brasil um fóssil de herbívoro com dentes de sabre



   Um fóssil encontrado no sul de Brasil, que viveu faz 260 milhões de anos, é um antepassado longínquo dos mamíferos, o que é revelado por sua complexa estrutura dentária, que inclui caninos de 12 centímetros de longo em forma de sabre e também um conjunto completo de molares no paladar.
   Segundo seus descobridores, entre os quais se encontra o cientista Juan Carlos Cisneros, da universidade brasileira de Piauí (UFPI), o fóssil localizado na cidade meridional de São    Gabriel e batizado a Tiarajudens eccentricus, se alimentava exclusivamente de folhas, e usava provavelmente os dentes de sabre para se defender ou para brigar com outros animais da mesma espécie por alimentos, território ou fêmeas.
“Trata de um representante do primeiro ecossistema moderno”, expressou Cisneros em declarações que publicou na agência brasileiro Estado. Segundo o esperto, o sucesso de espécies como o Tiarajudens eccentricus abriu caminho à formação do sistema atual, no que há sobre a Terra mais animais herbívoros que carnívoros.
   Cisneros é um dos autores do artigo publicado na última edição da revista americana “Science” sobre o achado, no que participaram cientistas da Universidade Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS) de Brasil e da Universidade de Witsatersarand, de África.



   O governo brasileiro está tentando recuperar o fóssil da tartaruga marinha mais antiga já conhecida, que foi contrabandeado e hoje está na Universidade de Teikyo Heisei, no Japão. Foi a partir dessa peça de 20 cm que a espécie da Santanachelys gaffneyi "nasceu" nos registros científicos, sendo descrita em 1998. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
   Os fósseis brasileiros, muitas vezes exclusivos e bem conservados, são bons de venda em leilões no mundo todo. Porém, muitas dessas peças são fruto de contrabando. A saída de fósseis do Brasil sem autorização do governo é proibida desde 1942, e o País nunca conseguiu reaver as peças levadas para fora. No entanto, há informações de que os japoneses estariam receptivos à devolução da tartaruga. O procurador do Ministério Público Federal do Ceará Rafael Rayol, que iniciou o pedido formal de devolução, diz que "há uma boa expectativa". "Mas são trâmites trabalhosos. Há muitas exigências de documentos para provar o contrabando e pedir o retorno ao Brasil", afirma.

Equus vandonii



   Esta espécie de cavalo pertence ao sub-gênero Amerhippus, um grupo de equídeos fósseis sul-americanos. Equus (Amerhippus)vandonni, bem como todos os representantes deste sub-gênero, se extinguiram ao final do Pleistoceno de 30 a 18 mil anos atrás. O nome genérico significa cavalo em latim. O nome específico homenageia ao Dr. Gabriel Vandomi de Barros, diretor do Museu Regional de Mato Grosso que doou o material descoberto ao Museu Nacional em dezembro de 1974. Assim, os cavalos atuais (Equus cabalus) que hoje habitam a América do Sul não são descendentes das espécies que outrora viveram no continente sulamericano, mas sim de parentes da América do Norte e Europa. A principal característica que distingue as espécies do sub-gênero extintoEquus (Amerhippus) para o sub-gênero vivente Equus (Equus) é a ausência do cartucho externo ou corneto (uma cavidade em forma de cone comprido) na extremidade livre dos dentes incisivos inferiores.     Entretanto, a aparência geral em vida das espécies desses dois grupos é, provavelmente, bastante parecida. Um estudo recente utilizando DNA fóssil levantou dúvida sobre a validade do sub-gêneroEquus (Amerhippus), que pode corresponder, na verdade, à própria espécie Equus cabalus (cavalo atual).

Peixe- boi

   O peixe-boi marinho (Dioplotherium allisoni) viveu há 23 milhões de anos no nordeste do Pará. Podia chegar a sete metros de comprimento, sendo muito maior do que os atuais peixes-boi (Trichechus inunguis), que podem atingir três metros: e o peixe-boi marinho (Trichechus manatus), que pode chegar a quatro metros.




Preguiças Gigantes



   Também conhecida como megatério, que significa "grande mamífero", a preguiça gigante (Eremotherium laourillardi) era muito lenta e vivia em bando nas savanas e bordas das florestas, alimentando-se de folhas e brotos de árvores. Por medir , aproximadamente, seis metros e pesar cinco toneladas, esse animal não subia em árvores. Segundo datações realizadas pelos paleontólogos a preguiça-gigante viveu entre 1.800.000 e 11 mil anos e foi extinta por ser presa fácil para os caçadores ágeis, que habitavam a região naquela época.   Recentemente, no município de Itaituba, no Pará, foram encontrados fósseis de preguiças-gigantes de diferentes tamanhos, inclusive de uma recém-nascida.

Espinossauro





   O espinossauro (Spinosaurus aegipticus) era um carnívoro bípede. Há indícios de que ele se alimentava de grandes peixes e não só de dinossauros. Com seus 15 a 18 metros de comprimento e seis metros de altura, pesava de seis a nove toneladas, superando o tiranossauro rex que, segundo estudos, podia alcançar 13 metros e pesar aproximadamente seis toneladas. O nome espinossauro quer dizer lagarto espinhoso, por causa dos grandes espinhos, recoberto de pele, localizados no seu dorso. Acredita-se que esses espinhos eram coloridos para chamar atenção das fêmeas de sua espécie. Foram descobertos dentes e vértebras de espinossauros no norte do Brasil e, também, na ilha de Cajual, no Maranhão.



Mastodonte



   Mamífero parente dos atuais elefantes, o mastodonte (Masthodon angustidens) tinha, aproximadamente, sete toneladas e três metros de altura. Suas presas de marfim chegavam a medir cinco metros de comprimento. Era herbívoro e se alimentava de vegetação macia, como folhas e ramos. Assim como a preguiça-gigante, o mastodonte foi muito perseguido pelos primeiros habitantes da Amazônia, o que deve ter contribuído para a sua extinção, há, aproximadamente, 10 mil anos.


Fóssil de peixe ‘europeu’ é encontrado no interior da Bahia

 






     Pesquisadores brasileiros encontraram no interior da Bahia fóssil de um tipo de peixe pré-histórico nativo da Europa, que nunca tinha sido encontrado na América do Sul. A espécie inédita foi descrita em um estudo publicado em maio pela revista científica “PLoS One”.
   Esse animal já extinto viveu há cerca de 120 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam a Terra e a geografia do planeta era completamente diferente. A Pangeia, continente único que existiu até 200 milhões de anos atrás, já tinha se dividido em norte e sul, e a América e a África estavam em processo de separação.
   Nesse tempo, onde hoje fica o sertão da Bahia, havia um lago salgado, uma faixa de mar que entrava para o continente. Foi no município de Tucano, a 270 km de Salvador, que o fóssil desse peixe foi encontrado.
   O fóssil já havia sido coletado na década de 1960 e mencionado em trabalhos mais antigo, mas ninguém tinha descrito a nova espécie em uma revista científica ainda – a publicação de um trabalho como esse é necessária para que a existência de uma espécie seja aceita.

Um comentário:

  1. Nossa muito bacana , e interessante!Tenho 11 anos e preciso fazer uma pesquisa de Ciências ,e o site que mais me chamou a atenção foi o seu ! Desde pequena sou apaixonada por dinossauros , obrigada !

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